Lucía Pizzani: Guardianas Y Serpientes

1 August - 5 September 2026
Overview

Lucía Pizzani

Guardianas Y Serpientes

 

TEXTO

Camila Bechelany

 

ABERTURA

Sábado, 1 de Agosto de 2026, 11-16h

 

PERÍODO EXPOSITIVO

01 de Agosto - 05 de Setembro de 2026

 

SALA 1

Rua Jerônimo da Veiga, 131 - Itaim Bibi, São Paulo

 

HORÁRIO DE VISITAÇÃO

seg - sex, 10h30-19h / Sáb, 11h às 16h 

Tel: +55 11 3079-0853

“Guardianas Y Serpientes” intitula a primeira individual da venezuelana Lucía Pizzani no Brasil, a partir de 1 de agosto, na Galeria Marilia Razuk. As obras que compõem a mostra são parte de sua pesquisa artística que tem a natureza como fonte investigativa, mas que combina materiais imaginários e ancestrais, também fundamentados em estudos em biologia da conservação. Após um período de imersão na Ilhabela, Pizzani traz para essa mostra obras com elementos inspirados na Mata Atlântica, bioma local do litoral paulista e lugar de sua ‘residência’ artística, onde pôde criar obras se valendo de matérias-primas daquele lugar. Cerca de 20 trabalhos entre pintura, desenhos e cerâmicas compõem a mostra. 

 

A artista, que nasceu em Caracas e hoje vive em Londres, explora em suas pesquisas, as interligações entre as narrativas da história natural e da experiência humana, como afirma Camila Bechelany, em seu texto curatorial. “Como resultado dessa imersão em Ilhabela, ela pôde desenvolver obras a partir de materiais locais e ampliar suas referências, adensando sua pesquisa sobre os ciclos da vida e a interdependência entre os seres humanos e não humanos. Invocando as simbologias da guardiã e da serpente, a exposição se constrói como um espaço liminar entre o mundo físico e imaterial em que a presença de figuras femininas míticas se personifica em esculturas e imagens produzidas pela artista.”

 

Por meio da argila e de plantas recolhidas localmente, Pizzani criou “esculturas que investigam as ideias de metamorfose e proteção associadas também ao feminino”, completa Bechelany.  Entre os elementos desta exposição, Lucía evoca um dos signos mais antigos da história da humanidade, a serpente - símbolo de regeneração em diferentes culturas ancestrais, por sua capacidade de trocar de pele. Outras tradições enxergam a serpente como guardiã. Ter os elementos da natureza como fonte de inspiração, de pesquisa e ambiente de captação de matérias-primas, permite a artista imprimir em seus trabalhos as diferentes percepções de sua própria história mundo afora, permeando, assim, a história da humanidade. 

 

Lucía Pizzani

Lucía Pizzani nasceu em Caracas em 1975 e mudou-se para Londres em 2007. Possui bacharelado em Estudos da Comunicação pela Universidad Católica Andrés Bello (Caracas), certificado em Biologia da Conservação pelo CERC da Columbia University (Nova York) e mestrado em Belas Artes pelo Chelsea College of Art and Design (Londres). A sua prática artística, de natureza investigativa e fundamentada nos seus estudos em biologia da conservação, bem como no seu envolvimento com o movimento ambiental venezuelano, explora as interligações entre as narrativas da história natural e da experiência humana. Em particular, o núcleo do seu trabalho foca sua atenção na relação entre histórias de mulheres na história e na literatura e os processos de metamorfose no mundo natural. Pizzani trabalha com uma ampla variedade de meios, incluindo escultura, fotografia, gravura, desenho e performance. Trabalha com cerâmica há mais de 15 anos, enquanto continua a privilegiar materiais naturais e a explorar as suas origens e migrações na sua arte. 

 

O trabalho de Pizzani integra importantes coleções de arte no Reino Unido e na América Latina, incluindo a Tate, a Coleção Patricia Phelps de Cisneros e a Essex Collection for Art from Latin America (ESCALA). Outras exposições importantes incluem a mostra individual Tiempo Membrana, na Hacienda La Trinidad, e a exposição coletiva PlanetB: Climate Change and the New Sublime, com curadoria de Nicolas Bourriaud, no Palazzo Bolani, em Veneza. Participou da Bienal do Amazonas (Belém) 2025 e da Segunda Bienal Klima no KunstHaus Wien, aberta até fevereiro de 2027. Importante ressaltar sua participação na Frieze Sculpture, Londres (2025). Sua primeira exposição institucional no Reino Unido foi inaugurada na Focal Point Gallery, em Southend, em março, e agora seguirá para a KARST, em Plymouth, e para a Mostyn, no País de Gales, em 2027.

 

Segundo semestre Galeria Marilia Razuk 

“Guardianas Y Serpientes”, de Lucía Pizzani, abre o calendário de programação do segundo semestre de 2026 da Galeria Marilia Razuk que reúne um conjunto de exposições dedicado à produção artística latino-americana, com destaque especial para o trabalho de mulheres de projeção internacional. O calendário, que se inicia em agosto com a individual de Lucía Pizzani, tem previsto para os próximos meses, individuais de Johanna Calle e Carolina Colichio, participação na feira SP-Arte Rotas e uma grande coletiva de artistas latino-americanas ao final do ano, com curadoria do crítico italiano Eugenio Viola.