corpo assentado, cabeça voando: Exposição Coletiva
corpo assentado, cabeça voando
Curadoria Camila Bechelany e Leo Felipe
ABERTURA
Quarta-Feira, 6 de Maio de 2026, 18h30-21h30
PERÍODO EXPOSITIVO
06 de Maio - 04 de Junho de 2026
SALA 1
Rua Jerônimo da Veiga, 131 - Itaim Bibi, São Paulo
HORÁRIO DE VISITAÇÃO
seg - sex, 10h30-19h / Sáb, 11h às 16h
Tel: +55 11 3079-0853
O desenho é uma prática que nasce de forma espontânea, quase como a dança. Mas apesar da capacidade de desenhar parecer inata, trata-se de uma habilidade que a gente adquire. Tem a ver com querer se inscrever no mundo, assentar-se no ponto onde está o corpo, situar-se. Ao mesmo tempo, o desenho é um exercício de perda, de deixar-se levar com ou sem rumo, alternando o ritmo sobre as superfícies à volta. Sem sombra de dúvida, é também a maneira mais elementar de criar registros, além do método mais básico para ajudar na explicação. Onde ele termina e começa a escrita? Se o caráter do desenho é ambíguo, sua primazia é inegável. Ele avança no espaço, cria mapas, plantas arquitetônicas, listas de todas as coisas que a escultura pode ser, poemas indecisos, piadas prontas, o traçado das patinhas do siri na areia da praia. Riscar uma linha, datilografar uma árvore, dobrar-se nas curvas do rio, redigir uma carta endereçada a todas as pessoas que fazem planos.